Reforma Tributária 2026: Guia Prático para empresas se prepararem para a CBS e o IBS
- Sérgio Federle

- há 22 horas
- 3 min de leitura
A nova fase da reforma já começou e não vai esperar sua empresa
A Reforma Tributária sobre o consumo entrou oficialmente em fase de implementação no Brasil. Desde 1º de janeiro de 2026, empresas de todos os portes devem emitir documentos fiscais com destaque da CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) e do IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) — ainda que, neste primeiro momento, sem a obrigatoriedade de recolhimento.
A medida faz parte do chamado “ano de teste”, previsto no Comunicado Conjunto da Receita Federal e do Comitê Gestor do IBS, divulgado em dezembro de 2025.
Apesar da aparente flexibilidade, o que está em curso é uma transição fiscal profunda que exige revisão de processos, ajustes em sistemas e atuação integrada entre os times tributário, contábil e de tecnologia.

O que muda na prática a partir de janeiro de 2026
O comunicado oficial estabelece:
A obrigatoriedade de emitir notas fiscais com campos próprios para CBS e IBS, mesmo que os valores não sejam recolhidos em 2026.
O início da adoção dos novos leiautes de documentos fiscais eletrônicos, como NF-e, NFC-e, CT-e, NFS-e e NF3e.
A dispensa do recolhimento da CBS e do IBS para empresas que aderirem corretamente às obrigações acessórias.
A criação de um ambiente de testes controlado, com acompanhamento da Receita Federal e do Comitê Gestor do IBS.
Ou seja: as empresas que não se adaptarem agora correm o risco de emitir documentos em desacordo com o novo modelo fiscal, mesmo que ainda não estejam recolhendo os tributos.
A reforma não é apenas uma mudança de alíquotas. É uma nova forma de operar
O novo modelo tributário exige que as empresas revejam pontos críticos de sua operação:
Classificação fiscal de produtos e serviços
Processos de emissão de documentos
Sistemas ERP e plataformas fiscais
Políticas de precificação
Regras contratuais e operacionais entre unidades
Empresas que deixam para se adequar somente na obrigatoriedade plena — prevista para os próximos anos — podem enfrentar:
Retrabalho contábil e tecnológico
Perda de créditos fiscais
Multas por emissão irregular
Riscos de autuações por inconsistências
Como sua empresa deve se preparar ainda neste primeiro trimestre
Aqui está um checklist objetivo para guiar sua equipe na transição:
Revisar os sistemas de faturamento e ERP para garantir que estão aptos a destacar CBS e IBS nas notas fiscais.
Acompanhar a publicação dos novos leiautes oficiais e alinhar com fornecedores de software.
Testar a emissão de documentos com os campos da nova legislação.
Capacitar os times internos (fiscal, contábil, TI e vendas) sobre os impactos práticos.
Revisar contratos e acordos comerciais com foco na nova lógica de tributação.
Planejar ajustes operacionais e financeiros para a futura obrigatoriedade de recolhimento.
A vantagem de quem se antecipa
O cumprimento correto das obrigações acessórias em 2026 pode ser a chave para uma transição segura em 2027 — quando os recolhimentos devem começar a valer progressivamente.
Além disso, empresas que se adaptam cedo:
Minimizam riscos de inconsistência fiscal
Ganham previsibilidade operacional
Reduzem retrabalho e custos de urgência
Estão melhor posicionadas para capturar créditos e benefícios previstos na transição
Conclusão
A CBS e o IBS já são realidade. Ainda que 2026 seja um ano de teste, ele exige ação imediata e planejamento estratégico.
Empresas que compreendem essa transição como uma oportunidade de ganho de eficiência e vantagem competitiva sairão à frente. As demais, correm o risco de começar atrasadas em um novo jogo tributário.
Sua empresa já está preparada para operar com o novo modelo?
Fale com especialistas em transição fiscal e evite que a reforma vire um problema em vez de uma oportunidade.



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